Qual é o problema clássico do ferromodelismo?

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Qual é o problema clássico do ferromodelismo?

Mensagem  Rica em Sab Jul 21, 2012 10:42 am

Qual é o problema clássico do ferromodelismo?

Essa pergunta assombra os pensamentos de muitos ferromodelistas:
Como reproduzir um modelo de ferrovia inteiro no espaço que você tem?

O problema da falta de espaço ocasiona um erro comum na construção de maquetes de ferromodelismo. Muitas vezes os modelistas acabam inserindo em pequenos espaços uma quantidade enorme de elementos cuja distribuição desorganizada gera a poluição visual da maquete.
Longe de criticar a tentativa de satisfazer o gosto pessoal, cabe aqui parabenizar aqueles que conseguem em espaços reduzidos inserir organizadamente diversos elementos característicos dos cenários das ferrovias, tarefa nada fácil em dimensões reduzidas.

Caso sua intenção seja reproduzir um trecho de ferrovia entre o local onde os vagões sejam carregados e o destino dessa composição onde os vagões serão descarregados, podemos ter como exemplo minha própria experiência.

No início de minha trajetória pelo ferromodelismo deparei-me com trens da MRS tracionando vagões de Bauxita. Fiquei "apaixonado" por essas composições e pesquisando sobre o assunto encontrei informações interessantes, inclusive na edição #72 da revista Trens Modelismo
( http://www.trensmodelismo.com.br/ ).
Nas páginas desse publicação consta que o trajeto da Rota da Bauxita, desde a localidade de Barão de Camargos/MG até a cidade Alumínio/SP feito por estradas de ferro, totaliza 860km, algo próximo a 9,8Km de trilhos, impossível de ser reproduzido em uma maquete em escala "ho".



Métodos mais comuns encontrados para aliviar este problema:

- O primeiro método é modelar apenas uma parte da ferrovia escolhida.
Dessa maneira muitos ferromodelistas buscam retratar em suas maquetes pequenos trechos da ferrovia que apreciam, e escolhem apenas aquele trecho que pode ter uma fábrica, uma mineração, ou outro elemento, que será o principal tema de sua maquete.

- Modelar uma ferrovia menor
Esta é uma opção que muitos de nós consideramos como válida, convencidos de que o nosso objetivo não poderá ser alcançado somos impelidos a "escolher" uma ferrovia menor, como no caso da Rota da Bauxita, extensa demais, procurei algo de menores dimensões, podendo ser o transporte de cimento a granel vindo de MG ou do RJ não sei ao certo, até Mogi das Cruzes na fábrica de Cimento Tupi.

- Redução Seletiva
Outra opção encontrada seria a Redução Seletiva da ferrovia, uma vez que ainda que fosse menor, o trajeto dos vagões de cimento não poderia ser reproduzido em escala "ho", portanto, passaria a estudar o trecho total e selecionar pequenos intervalos da ferrovia para reproduzi-los na maquete.

- Adotar uma escala menor
Ainda que tenhamos mais opções de fácil acesso a material em escala "ho", a opção de escolha de uma escala menor pode ser a solução do clássico problema de espaço. Para quem está iniciando e ainda pesquisa sobre quais opções tem disponíveis a escolha de uma ou oura escala é apenas uma escolha, entretanto para quem já iniciou a compra de material rodante como vagões e locomotivas de diversos modelos, trilhos, pontes, casas e estações, etc... essa mudança pode representar um verdadeiro desastre.

- Várias maquetes
Chega então uma solução alternativa, adotada pelo ferromodelista que possui um espaço razoável, onde tenha construído inicialmente uma maquete que retratasse o que mais aprecia, de acordo como o modelo de criar apenas uma parte da ferrovia. Posteriormente, faria outra maquete, em alguns casos conseguindo unir uma à outra.

- Mudar de hobby?
Quando a questão do espaço atinge o limite da ambição do ferromodelista, pode chegar ao extremo de considerar a mudança de hobby, uma vez que sua pretensão de divertimento não será atingida, ou se depois de alguns meses se entediar de ficar olhando para uma composição formada por uma locomotiva e cinco vagões que não cabe no ramal do pátio dando voltas pelo circuito oval que conseguiu montar na maquete de 1,20m X 2,15m


Então o que fazer?

Mude a pergunta!

Como é o modelo completo de operações de uma ferrovia?

No Free-mo o conceito de operação realista dos trens é o principal objetivo. As normas do free-mo.br visam manter vivas as expectativas de divertimento com operações de composições mais ou menos longas.
Em layouts mais elaborados com a participação de um número entre 6 a 10 ferromodelistas é possível proporcionar essa operação muito mais próxima da realidade, em virtude da termos os mais diversos elementos das ferrovias distribuídos nos módulos free-mo.br.

Cada modelista tem a liberdade de criar seu módulo, podendo dividi-lo em seções. As montar seu módulo em sua residência, poderá realizar operações simples dentro dos limites do módulo free-mo.br, e quando participar da montagem de layouts com outros módulos free-mo.br essas possibilidades serão multiplicadas.

Nada impede que o ferromodelista decida por ter uma maquete "convencional" em sua residência, ou mesmo já possuindo essa maquete, construa seu módulo free-mo.br para participar de eventos e encontros com outros modelistas.

O free-mo.br oferece a liberdade de criação e a possibilidade de contar com outros ferromodelistas com o mesmo objetivo, unindo-os para fortalecimento do hobby e satisfação pessoal.


Última edição por Rica em Ter Jan 01, 2013 8:11 am, editado 3 vez(es)

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Re: Qual é o problema clássico do ferromodelismo?

Mensagem  Alexandre - SFTrens em Sab Jul 28, 2012 9:45 pm

Nessa ótica, passo a imaginar algo mais fácil de atingir na construção de uma maquete, tendo até a possibilidade de ser construída aos poucos, ou seja, dividi la em trechos, como o ponto de partida, posso executar toda a estrutura, vias, edificação, paisagem e assim por diante, assim crio um modulo que pode até ser exposto em um encontro de forma que aceita a conexão com outro no mesmo padrão, e em seqüência posso partir para a construção do segundo modulo, um trecho de simples passagem entre outros, prático.
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Re: Qual é o problema clássico do ferromodelismo?

Mensagem  Rica em Seg Ago 06, 2012 8:43 am

Alexandre - SFTrens escreveu:Nessa ótica, passo a imaginar algo mais fácil de atingir na construção de uma maquete, tendo até a possibilidade de ser construída aos poucos, ou seja, dividi la em trechos, como o ponto de partida, posso executar toda a estrutura, vias, edificação, paisagem e assim por diante, assim crio um modulo que pode até ser exposto em um encontro de forma que aceita a conexão com outro no mesmo padrão, e em seqüência posso partir para a construção do segundo modulo, um trecho de simples passagem entre outros, prático.

Pensando individualmente sim, o modelista poderá criar a sua ferrovia dividindo-a por partes. Para quem disponha de espaço suficiente para construir aquilo que deseja.

Vemos constantemente maquetes que se assemelham aos trens de subúrbio, tudo muito apertado e próximo. Se você deseja ter uma composição com três locomotivas e 40 vagões, em certas maquetes vais ter as locomotivas tentando alcançar o último vagão!

É claro que não não nenhum nisso e não quero criticar ninguém por fazê-lo, eu mesmo passei por isso, e o que importava era poder ver o trem rodando. Contudo quero destacar que nossa imaginação nos leva para um cenário que não conseguimos reproduzir em casa. Dessa forma o free-mo.br se propões a mudar alguns pré-conceitos sobre montagem e exposição de maquetes.

Posso estar enganado, mas acredito que o free-mo.br depois de formatado e bem divulgado, poderá representar uma grande mudança em apresentações. Vemos aqui no Brasil os encontros acontecerem em estações ferroviárias, algumas até dispõem de amplas plataformas e permitem boa circulação e espaço para montagem de maquetes, mas o Free-mo nos EUA e outros países é uma atração apresentada em locais mais amplos, e me parece que muitas vezes ocorre em ginásios e quadras poli-esportivas e até de hoquei (acho que é assim que se escreve).

O free-mo.br está apenas engatinhando, porém imagino um futuro não muito distante, em que grupos de free-mo.br aluguem quadras por um final de semana para montarem seus layouts e assim, cada modelista possa colocar uma parte de sua ferrovia dentro de um setup que lhe permita realizar uma operação mais realista, com seus trens partindo de uma localidade e passando por vários trechos de cenários diferentes até chegar em seu destino final.

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